
Com o objetivo de desarticular a cúpula e o núcleo de apoio de uma organização criminosa atuante em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desencadeou, na manhã desta quinta-feira (4/12), a operação Fachada.
Foram cumpridos 18 mandados de prisão, sendo que seis dos investigados já estavam no sistema prisional. Além disso, 13 ordens de busca e apreensão domiciliar foram executadas, resultando na apreensão de celulares, documentos e cheques.
O grupo investigado, conforme apurado, é ligado a uma das maiores facções criminosas do país. As investigações da PCMG se concentraram em indivíduos de alta periculosidade que ocupavam funções de liderança e gerência, bem como no suporte logístico e financeiro da organização.
Além do líder, a operação também alcançou gerentes regionais do grupo.
Medidas judiciais
Durante a ação, foram cumpridas medidas cautelares deferidas contra 41 indivíduos e três pessoas jurídicas. A Justiça também determinou o bloqueio de valores, no montante de até R$ 5 milhões por alvo.
A operação incluiu ainda o sequestro judicial de um veículo.
Esquema criminoso
A investigação demonstrou que a organização utilizava uma fachada de suposta legalidade e serviços lícitos para sustentar suas atividades, o que justificou o nome da operação.
A PCMG apurou o envolvimento de uma advogada que extrapolou suas prerrogativas profissionais ao fornecer suporte logístico e operacional à facção, incluindo o repasse de ordens de traficantes presos e de informações sigilosas.
Também foi confirmada a atuação de um agente de segurança pública envolvido em negociações ilícitas, que chegou a fornecer armas de fogo ilegais — intermediadas por outro investigado — como parte do pagamento em um negócio desfeito.
As apurações identificaram, ainda, a participação de um vendedor de veículos responsável por serviços de lavagem de dinheiro e logística armada para o grupo
A advogada, o agente de segurança e o empresário foram presos. As investigações continuam.
PCMG
liberdadeitabira.com.br