{"id":11714,"date":"2026-04-22T15:50:39","date_gmt":"2026-04-22T18:50:39","guid":{"rendered":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/?p=11714"},"modified":"2026-04-22T15:50:39","modified_gmt":"2026-04-22T18:50:39","slug":"reuniao-da-assembleia-debate-o-trabalho-escravo-em-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/reuniao-da-assembleia-debate-o-trabalho-escravo-em-minas\/","title":{"rendered":"Reuni\u00e3o da Assembleia debate o trabalho escravo em Minas"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, Minist\u00e9rio do Trabalho resgatou 1.067 trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es degradantes em Minas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/baraourgente.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2549688-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4987\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lista Suja do Trabalho Escravo em Minas Gerais foi entregue na Assembleia no dia 15 de abril &#8211; Arquivo ALMG  \/  <small>Foto: Willian Dias<\/small><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesta sexta-feira (24\/4\/26), a partir das 14 horas, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza uma audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara Municipal de&nbsp;<strong>Pouso Alegre<\/strong>&nbsp;(Sul de Minas) para&nbsp;<mark>debater a situa\u00e7\u00e3o do&nbsp;<strong>trabalho escravo<\/strong>&nbsp;e do trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no territ\u00f3rio mineiro<\/mark>.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o \u00e9 organizada pela Comiss\u00e3o do Trabalho, da Previd\u00eancia e da Assist\u00eancia Social da ALMG, por iniciativa de seu presidente, deputado Bet\u00e3o (PT). A C\u00e2mara Municipal de Pouso Alegre fica na Avenida S\u00e3o Francisco, 320, no Bairro Primavera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o deputado Bet\u00e3o, o Sul de Minas Gerais \u00e9 uma das regi\u00f5es onde mais s\u00e3o identificados casos de trabalho escravo ou an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no Estado, at\u00e9 por ser uma das \u00e1reas que mais produzem caf\u00e9 em todo o Pa\u00eds. A colheita de caf\u00e9 \u00e9 uma das principais atividades onde ainda se identifica este tipo de explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><mark>A&nbsp;<strong>Lista Suja do Trabalho Escravo em Minas Gerais<\/strong>&nbsp;foi entregue na Assembleia de Minas no dia 15 de abril<\/mark>. O superintendente regional do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Calazans, apresentou o documento para o deputado Bet\u00e3o e para a presidenta da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos, deputada Bella Gon\u00e7alves (PT).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o deputado Bet\u00e3o cobrou o cumprimento, pelo Governo do Estado, da lei que obriga a divulga\u00e7\u00e3o da Lista Suja em um site oficial de Minas Gerais, o que n\u00e3o vem sendo feito.<\/p>\n\n\n\n<p><mark>Minas Gerais \u00e9 o Estado que apresenta maior n\u00famero de casos identificados de trabalho escravo e an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no Pa\u00eds<\/mark>. Foram 36 empregadores mineiros inclu\u00eddos nesta \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o da lista, enquanto o segundo colocado, o Estado de S\u00e3o Paulo, apresentou 18 novos nomes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o superintendente Carlos Calazans,&nbsp;<mark>isso n\u00e3o significa que Minas \u00e9 o Estado que mais escraviza, apenas o que mais identifica e reprime este tipo de crime<\/mark>. Segundo ele,&nbsp;<mark>foram resgatados 1.067 trabalhadores em Minas Gerais nos \u00faltimos dois anos<\/mark>. Durante a audi\u00eancia p\u00fablica da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.almg.gov.br\/atividade-parlamentar\/comissoes\/reuniao\/?idCom=8&amp;idTipo=1&amp;dia=15&amp;mes=04&amp;ano=2026&amp;hr=15:30\">Comiss\u00e3o de Direitos Humanos<\/a>&nbsp;ocorrida em 15 de abril, Calazans citou algumas autua\u00e7\u00f5es ocorridas em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo bairro Belvedere (em Belo Horizonte), nossa equipe encontrou uma empregada trabalhando em uma resid\u00eancia de alto padr\u00e3o, h\u00e1 40 anos. Ela estava em um quartinho sem ilumina\u00e7\u00e3o, todo mofado, dormindo em um colch\u00e3o sujo. \u00c9 uma fam\u00edlia de cinco advogados. Esses propriet\u00e1rios de uma casa de luxo no Belvedere tiveram a coragem de dizer que n\u00e3o era trabalho, que ela era uma pessoa da fam\u00edlia\u201d, relatou Calazans.<\/p>\n\n\n\n<p>O superintendente mineiro tamb\u00e9m citou casos de bolivianos e venezuelanos resgatados em confec\u00e7\u00f5es espalhadas em Minas, principalmente na Capital e em Betim (Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte). \u201cEles n\u00e3o tinham onde beber \u00e1gua e nem onde dormir, e trabalhavam das 6 da manh\u00e3 at\u00e9 8 da noite\u201d, contou Calazans.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele contou, ainda, que 121 pessoas foram resgatadas em uma fazenda de alho no munic\u00edpio de Rio Piracicaba (Central), incluindo 20 crian\u00e7as e uma mulher gr\u00e1vida. \u201cHavia uma crian\u00e7a de 8 anos com a m\u00e3o toda ferida de tanto trabalhar\u201d, disse o superintendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os convidados para a audi\u00eancia p\u00fablica desta sexta-feira, j\u00e1 confirmou participa\u00e7\u00e3o a desembargadora Adriene de Moura David, do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00ba Regi\u00e3o e Coordenadora do Comit\u00ea de Combate ao Trabalho Escravo, Tr\u00e1fico de Pessoas e de Prote\u00e7\u00e3o do Trabalho do Migrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m confirmaram presen\u00e7a o coordenador-geral da Articula\u00e7\u00e3o dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais, Jorge Ferreira dos Santos Filho, e o presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores (<strong>CUT<\/strong>) no Sul de Minas, Vauvenargues Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>ALMGNos \u00faltimos dois anos, Minist\u00e9rio do Trabalho resgatou 1.067 trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es degradantes em Minas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/baraourgente.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2549688-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4987\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lista Suja do Trabalho Escravo em Minas Gerais foi entregue na Assembleia no dia 15 de abril &#8211; Arquivo ALMG  \/  <small>Foto: Willian Dias<\/small><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesta sexta-feira (24\/4\/26), a partir das 14 horas, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza uma audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara Municipal de&nbsp;<strong>Pouso Alegre<\/strong>&nbsp;(Sul de Minas) para&nbsp;<mark>debater a situa\u00e7\u00e3o do&nbsp;<strong>trabalho escravo<\/strong>&nbsp;e do trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no territ\u00f3rio mineiro<\/mark>.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o \u00e9 organizada pela Comiss\u00e3o do Trabalho, da Previd\u00eancia e da Assist\u00eancia Social da ALMG, por iniciativa de seu presidente, deputado Bet\u00e3o (PT). A C\u00e2mara Municipal de Pouso Alegre fica na Avenida S\u00e3o Francisco, 320, no Bairro Primavera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o deputado Bet\u00e3o, o Sul de Minas Gerais \u00e9 uma das regi\u00f5es onde mais s\u00e3o identificados casos de trabalho escravo ou an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no Estado, at\u00e9 por ser uma das \u00e1reas que mais produzem caf\u00e9 em todo o Pa\u00eds. A colheita de caf\u00e9 \u00e9 uma das principais atividades onde ainda se identifica este tipo de explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><mark>A&nbsp;<strong>Lista Suja do Trabalho Escravo em Minas Gerais<\/strong>&nbsp;foi entregue na Assembleia de Minas no dia 15 de abril<\/mark>. O superintendente regional do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Calazans, apresentou o documento para o deputado Bet\u00e3o e para a presidenta da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos, deputada Bella Gon\u00e7alves (PT).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o deputado Bet\u00e3o cobrou o cumprimento, pelo Governo do Estado, da lei que obriga a divulga\u00e7\u00e3o da Lista Suja em um site oficial de Minas Gerais, o que n\u00e3o vem sendo feito.<\/p>\n\n\n\n<p><mark>Minas Gerais \u00e9 o Estado que apresenta maior n\u00famero de casos identificados de trabalho escravo e an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no Pa\u00eds<\/mark>. Foram 36 empregadores mineiros inclu\u00eddos nesta \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o da lista, enquanto o segundo colocado, o Estado de S\u00e3o Paulo, apresentou 18 novos nomes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o superintendente Carlos Calazans,&nbsp;<mark>isso n\u00e3o significa que Minas \u00e9 o Estado que mais escraviza, apenas o que mais identifica e reprime este tipo de crime<\/mark>. Segundo ele,&nbsp;<mark>foram resgatados 1.067 trabalhadores em Minas Gerais nos \u00faltimos dois anos<\/mark>. Durante a audi\u00eancia p\u00fablica da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.almg.gov.br\/atividade-parlamentar\/comissoes\/reuniao\/?idCom=8&amp;idTipo=1&amp;dia=15&amp;mes=04&amp;ano=2026&amp;hr=15:30\">Comiss\u00e3o de Direitos Humanos<\/a>&nbsp;ocorrida em 15 de abril, Calazans citou algumas autua\u00e7\u00f5es ocorridas em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo bairro Belvedere (em Belo Horizonte), nossa equipe encontrou uma empregada trabalhando em uma resid\u00eancia de alto padr\u00e3o, h\u00e1 40 anos. Ela estava em um quartinho sem ilumina\u00e7\u00e3o, todo mofado, dormindo em um colch\u00e3o sujo. \u00c9 uma fam\u00edlia de cinco advogados. Esses propriet\u00e1rios de uma casa de luxo no Belvedere tiveram a coragem de dizer que n\u00e3o era trabalho, que ela era uma pessoa da fam\u00edlia\u201d, relatou Calazans.<\/p>\n\n\n\n<p>O superintendente mineiro tamb\u00e9m citou casos de bolivianos e venezuelanos resgatados em confec\u00e7\u00f5es espalhadas em Minas, principalmente na Capital e em Betim (Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte). \u201cEles n\u00e3o tinham onde beber \u00e1gua e nem onde dormir, e trabalhavam das 6 da manh\u00e3 at\u00e9 8 da noite\u201d, contou Calazans.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele contou, ainda, que 121 pessoas foram resgatadas em uma fazenda de alho no munic\u00edpio de Rio Piracicaba (Central), incluindo 20 crian\u00e7as e uma mulher gr\u00e1vida. \u201cHavia uma crian\u00e7a de 8 anos com a m\u00e3o toda ferida de tanto trabalhar\u201d, disse o superintendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os convidados para a audi\u00eancia p\u00fablica desta sexta-feira, j\u00e1 confirmou participa\u00e7\u00e3o a desembargadora Adriene de Moura David, do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00ba Regi\u00e3o e Coordenadora do Comit\u00ea de Combate ao Trabalho Escravo, Tr\u00e1fico de Pessoas e de Prote\u00e7\u00e3o do Trabalho do Migrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m confirmaram presen\u00e7a o coordenador-geral da Articula\u00e7\u00e3o dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais, Jorge Ferreira dos Santos Filho, e o presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores (<strong>CUT<\/strong>) no Sul de Minas, Vauvenargues Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>ALMG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dois anos, Minist\u00e9rio do Trabalho resgatou 1.067 trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es degradantes em Minas. Lista Suja do Trabalho Escravo em Minas Gerais foi entregue na Assembleia no dia 15 de abril &#8211; Arquivo ALMG \/ Foto: Willian Dias Nesta sexta-feira (24\/4\/26), a partir das 14 horas, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11715,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,5,13,38],"tags":[],"class_list":["post-11714","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-geral","category-photography","category-tech","category-regional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11714"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11714\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11716,"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11714\/revisions\/11716"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11715"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/liberdadeitabira.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}